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Coronavírus causa perdas irreparáveis em famílias de Arapiraca e outras cidades alagoanas

Perdas irreparáveis e ausências que jamais serão preenchidas. Muitas famílias brasileiras vivem com essa carga emocional devido a perda de entes queridos, em alguns casos até mais de uma pessoa do mesmo núcleo familiar devastado pelo coronavírus.A pandemia mundial chegou ao país no início do ano passado e foi tratada como uma ‘gripezinha’ por quem deveria ter tomado as devidas providências e demonstrado exemplos de prevenção, como utilizar máscara facial e evitar aglomerações. 

O resultado de atos deliberadamente tomados para afrontar o bom senso, negando evidências científicas e servindo de garoto-propaganda para medicamento ineficaz contra a doença é o luto pela morte de mais de 410 mil brasileiros, inclusive alagoanos e arapiraquenses.

Uma das vítimas do coronavírus em Arapiraca é a família do jornalista Igor Castro, filho do radialista Edvaldo Silva e irmão da assistente social Iza Castro.

Em junho do ano passado, Edvaldo e Iza faleceram em decorrência da Covid-19.“Em treze dias eu perdi marido e filha e está sendo muito difícil até hoje.

Ela ligou pra mim chorando porque tinha contraído o vírus, foram nove dias de angústia até Deus levá-la. Uns três ou quatro dias depois dela ter sido internada, ele  começou a cansar. Eu acho que ele tinha medo dela perceber que ele estava doente também, até que veio a triste notícia, Iza partiu e ele não aguentou”, relata Mary Castro em depoimento emocionado, registrado em vídeo divulgado no final do mês de março deste ano.

A mãe do jornalista arapiraquense enfrentou a perda pessoal para tentar sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de agir conscientemente para evitar a disseminação do vírus que causou mais de 400 óbitos na capital do Agreste alagoano até agora. “Se a gente se prevenir e se precaver, a gente vai ter um futuro bem melhor”, afirma Mary Castro no encerramento de seu apelo.

No mesmo mês de luto para a família Castro, o empresário arapiraquense Gilberto da Costa Quintino também faleceu por causa da Covid-19. Proprietário da Farmácia Nacional, ele veio a óbito na UTI da Santa Casa de Misericórdia, em Maceió. Amigo pessoal do empresário, o então prefeito Rogério Teófilo lamentou a perda. “Gilberto foi um grande rotariano e, acima de tudo, um grande arapiraquense. Com muito pesar recebi a notícia de sua morte”, disse o gestor que dois meses depois também morreria devido a complicações causadas por câncer.

Pessoas de todas as classes sociais, de vida pública ou reservadas, famosas ou anônimas, de diferentes faixas etárias, credo religioso e atividade profissional são vulneráveis ao coronavírus.

Não há remédio para quem adoece, apenas a luta de cada organismo contra a infecção que pode ser branda ou fatal. No início desta semana, o delegado de Polícia Civil Manuel Wanderley faleceu após ter contraído a Covid-19. Nascido em Feira Grande, município do Agreste alagoano, ele estava com 64 anos e passou cerca de 30 dias internado na Santa Casa de Misericórdia, em Maceió, onde chegou a ser intubado. 

De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, Manuel Wanderley é o sexto delegado da corporação que não resistiu à pandemia que também causa perdas na Polícia Militar. Em dezembro do ano passado, o cabo Thiago Farias Santos, 36 anos, morreu no Hospital de Emergência do Agreste, apenas cinco dias após sua internação no HEA. Ele ingressou na PM alagoana em 2006 e durante quase toda sua carreira militar trabalhou no 3º BPM, unidade cujo quartel é sediado em Arapiraca, onde estava lotado no Copom.

Passado pouco mais de um ano do primeiro registro de morte por Covid-19 em Arapiraca (o caso número 1 foi de uma mulher acometida por diabetes e residente na Baixa Grande, falecida na madrugada de 03 de maio de 2020), o governo federal mudou de estratégia e passou a incentivar o uso de máscara e apoiar vacinação, depois de ter perdido a oportunidade de adquirir, com antecedência, 70 milhões de doses da Pfizer.

Resta agora a população fazer a sua parte e entender que ignorar o uso da máscara protetora facial, participar de festinhas clandestinas e desrespeitar o distanciamento social pode ser algo equivalente a aceitar a própria sentença de morte.

Fonte: Redação Arapiraca News

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