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Alagoas arrecada R$ 5 bilhões com auxílio emergencial

Ao TH Entrevista desta semana o secretário de Estado da Fazenda de Alagoas, George Santoro, fez um balanço econômico de 2020 e apresentou as perspectivas para este ano no estado de Alagoas.

Segundo Santoro, Alagoas arrecadou R$ 5 bilhões em recursos do auxílio emergencial, uma injeção na economia, nunca vista no estado. “A nossa perspectiva é que seja usado, este ano, o restante do recurso do auxílio emergencial.”

O secretário ressaltou que apesar do ano difícil por conta da pandemia da Covid-19, houve um crescimento real em quase todos os tributos e espera que 2021 siga no mesmo patamar.

Santoro relembrou que no período da atividade econômica fechada uma nova forma de fazer negócios aconteceu em Alagoas, assim como no restante do país. “As empresas começaram a aprender a lidar com vendas pela internet e se envolveram também com os negócios delivery”.

“Com a reabertura gradual a partir de junho/julho, essas empresas ficaram de forma permanente com essa nova forma de vender e Alagoas teve um aumento grande no volume de emissão de nota fiscal eletrônica. Chegamos ao final de 2020, com aumento expressivo no ramo da construção civil, houve um crescimento de 40% em comparação ao mesmo período de 2019”, observou.

Ele disse também, que este mês de janeiro está sendo muito bom para o turismo, que não foi afetado. “2021 chegou com um crescimento interessante. Espero que a vacina chegue o quanto antes no país para restabelecer as atividades econômicas”, mencionou.

George Santoro salientou que o setor de serviços ainda sente falta do vigor, já que ainda não está funcionando em sua plenitude. “Tivemos um crescimento real em quase todos os tributos em 2020 e espero que mantenham o mesmo patamar em 2021. Sabemos que teremos gastos extras por conta da Covid, porque a pandemia voltou a crescer no final do ano passado e início deste ano, por isso a importância de manter arrecadação ainda forte. A maior preocupação é o setor do Turismo porque se a vacina demora, as restrições econômicas devem continuar”.

PREVIDÊNCIA

Em se tratando de Previdência, conforme o secretário, Alagoas fez sua reforma de forma robusta e com uma transição, que ele chamou de ‘mais saudável’. “As pessoas estão vivendo mais e para isso precisamos criar uma poupança maior para poder pagar essas pessoas quando estiverem mais velhas. Essa mudança é mundial e que gera polêmicas com pessoas trabalhando e pagando mais, porque boa parte dos anos não houve contribuição em Alagoas até 2004, por exemplo, os servidores não recolhiam contribuição para a Previdência, além disso envolveram normas no estado de progressões. Ou seja, pessoas ao sair com salário de R$ 1 mil passaram a receber R$ 8 mil, sendo que ela nunca contribuiu para esse de R$ 8 mil. São milhares de casos assim, e isso impacta demais e a geração mais nova acaba pagando a conta”, explicou.

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